sábado, 22 de outubro de 2011

Com público diversificado, bares e casas de shows gonçalenses levam os jovens a cair nas baladas pela cidade

Texto por Marcelle Corrê
Imagem da internet

São Gonçalo sempre foi um celeiro de grandes casas noturnas, e para atender a diversidade musical de sua população de mais de 1 milhão de habitantes, bares, boates e casas de shows possuem uma programação com tipos distintos de estilos musicais, é o que acontece no Caneco 90, a mais antiga casa musical do município. O local que foi inaugurado em 1985, apenas como um restaurante, abriu em 1997 a boate, que após 14 anos de existência continua fazendo sucesso para diferentes gerações. Hoje cada dia da semana possui uma programação de estilo diferente, como sertanejo, funk, pagode e pop.

-Frequento o caneco desde minha adolescência, quando ainda existia a matinê onde os atores de “Malhação” vinham aqui aos domingos. O tempo passou e eu continuo freqüentando o local que tem um clima agradável, até meus pais vem aqui aos sábados- disse a estudante Amanda Costa, 24 anos.

O clima de descontração não se resume somente ao caneco, ela se estende as demais casas de shows da cidade, uma delas é o Recanto do Caranguejo, localizado no bairro da Estrela do Norte, o local que era um simples barzinho com música ao vivo foi reformado no ano passado e ganhou status de casa de shows, devido à ótima infraestrutura do local, que lota com seus shows de pagode nos fins de semana e véspera de feriados. A Vibe Show foi inaugurada a pelo menos três anos, e sua ótima localidade, a beira da BR-101 atrai freqüentadores de municípios vizinhos como Niterói, Itaboraí e Maricá. O local que toca funk na maioria de suas festas, recebe também grandes artistas do cenário nacional, como Alcione, Zeca Pagodinho, Ana Carolina, Alexandre Pires, O Rappa, Maria Gadú, e Fábio Junior, que se apresenta no local dia 22/10. No entanto, o local não atende somente o público interessado em música, mas também nos interessados em comédias teatrais, prova disso são as apresentações de Leandro Hassum No espetáculo Lente de aumento, que é apresentado as quartas-feiras na “Quarta do riso”.

O clube Mauá que sempre atraiu milhares de pessoas para os shows programados ali virou ícone de micareta na cidade. É ali que se apresentam grandes astros da música baiana quando vem a cidade. Ivete Sangalo, Jammil, Eva, Chiclete com Banana, além da gonçalense Claudia Leitte, vem todo ano a São Gonçalo para se apresentar em cima do trio elétrico no campo de futebol do clube, um clássico.

Um local que virou point dos jovens da cidade é o chamado “baixo salvatori”. Com uma alusão ao “Baixo Gávea” e ao “Baixo Icaraí”, a rua de serviço em frente a prefeitura de São Gonçalo atrai centenas de pessoas interessadas em ouvir um bom sertanejo as terças-feiras. Em um curto espaço existem três bares que viraram sinônimo de alto astral no centro da cidade. Repartição, Mezzo e Rodo Bier recebem gente bonita e animada a fimd e fazer uma social depois do trabalho ou da faculdade.Para Sônia Cristina Rodrigues, uma das sócias do Mezzo, o público que freqüenta a casa as terças no concorrido Sertamezzo é diversificado, porém um público carente de eventos que não toquem funk.

-A cidade não tinha opção e agora nossa rua virou point. A galera se concentra aqui, nosso público é de um nível legal, uma galera bonita, das classes a e b de São Gonçalo e são epssoas de bom gosto que procuravam barzinhos bem freqüentados e que para achar tinham que se locomover até São Francico e Icaraí, em Niterói- disse a sócia do Mezzo, que já tem dois anos.

-Isso aqui é o mundo. Eu amo esse lugar, só tem gente bonita, homens gatos, e muito sertanejo. Sempre venho pra cá depois do trabalho e fico de 20h até a 0h, já afz parte da minha rotina as terças- conta a recepcionista Alexandra Amaral, 28 anos.

São Gonçalo abriga ainda uma casa exclusivamente para o funk, o famoso Castelo das Pedras, baile tradicional da cidade, atrai tanto pessoas de comunidades gonçalenses, quanto playboys e patricinhas que ficam no camarote rebolando ao som de Mr. Catra ou Gaiola das Popozudas. Um outro local que ainda está sendo descoberto pelos jovens é o Idéia Sertaneja. Na onda do estilo musical que conquistou os jovens do Brasil nos últimos tempos, o sítio no Largo da Idéia atrai pessoas interessadas em ouvir o “modão” sertanejo as quintas-feiras. Assim São Gonçalo segue como um celeiro de grandes locais para diversão em todos os cantos de município.

A História de São Gonçalo- Como nasceu a cidade que possui a segunda maior população do Estado

Texto e foto por Marcelle Corrêa

A cidade de São Gonçalo completa hoje 121 anos de emancipação e muitos moradores do município não conhecem sequer parte de sua história. A região era habitada por índios tamoios antes de ser descoberta por conquistadores franceses e portugueses. Colonizada por Gonçalo Gonçalves, o município foi fundado dia 6 de abril de 1579, e ao receber do governador da Capitania do Rio de Janeiro, a sesmaria localizada às margens do Rio Imboaçu com o dever de construir uma capela e um povoado no período de três anos, Gonçalo Gonçalves construiu uma capela com o santo de sua devoção, São Gonçalo do Amarante. Historiadores presumem que o local tenha sido onde hoje está a Igreja Matriz de São Gonçalo, no bairro Zé Garoto. A Praça Estefania de Carvalho (popularmente conhecida como Praça do Zé Garoto) seria o marco-zero da cidade, pois a Vila de São Gonçalo existia onde agora está o bairro homônimo.

O desmembramento de São Gonçalo, iniciado no final do século XVI, foi efetuado pelos jesuítas, que instalaram uma fazenda na zona conhecida como Colubandê no começo do século XVII, às margens da atual rodovia RJ-104. A sede da fazenda foi preservada e hoje é sede do batalhão de polícia florestal da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

O conjunto de marcos históricos remanescentes do século XVII inclui a fazenda Nossa Senhora da Boa Esperança, em Ipiíba, a propriedade do capitão Miguel Frias de Vasconcelos, no Engenho Pequeno, a capela de São João, o porto do Gradim e a Fazenda da Luz, em Itaóca, todos lembranças do passado colonial de São Gonçalo.

No século XVIII, o progresso econômico atingiria proporções maiores por aqui prosperavam fazendas com engenhos de açúcar e aguardente, assim com as lavouras de mandioca, feijão, milho e arroz. Em 22 de setembro de 1890, o Distrito de São Gonçalo é emancipado politicamente e desmembrado de Niterói, porém foi reincorporando-o a Niterói pelo breve período de sete meses, e somente m 1929 com a Lei 2335 que concede a categoria de cidade a todos as sedes do município, São Gonçalo, inicia, de forma mais tranqüila, sua trajetória rumo ao progresso e ao sucesso.

No período da II Guerra Mundial (1939-1945) São Gonçalo cresce de forma meteórica. Suas grandes fazendas vão aos poucos sendo desmembradas em sítios, chácaras e terrenos de uso urbano e nos tornamos solo fértil para o desenvolvimento. No governo de Joaquim de Almeida Lavoura, o município teve sua grande arrancada para a urbanização com o calçamento e asfaltamento das principais vias que atualmente ligam Niterói à Alcântara.Lavoura, como é mais conhecido, governou São Gonçalo por três vezes, a saber: de 31/01/1955 à 20/01/1959; de 31/01/1963 à 30/01/1967 e de 31/01/1973 à 12/08/1975.

Hoje o Município possui 1.008.064 habitantes, recém reconhecidos pelo censo. Com a segunda maior população do estado, o município cresce em ritmo acelerado em busca de ascensão e melhorias nas áreas da saúde, educação, infraestrutura e tantos outros problemas existentes em grandes cidades do Brasil.

Governador Sérgio Cabral lança programa Renda Melhor em São Gonçalo

Texto e imagem por Marcelle Corrêa

Foi lançado em São Gonçalo na manhã do último sábado(05.08.11) no clube Tamoio, o programa Renda Melhor. Idealizado pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, o programa de superação da pobreza extrema do Estado vai beneficiar 25 mil família, ou seja, cerca de 110 mil pessoas no município. Segundo Sérgio Cabral, a Prefeitura de São Gonçalo recebe anualmente o valor de R$ 60 milhões do Fundo de Participação dos Municípios. Estamos dando mais R$ 30 milhões que entrarão na economia da cidade.

- É uma alegria muito grande transferir renda para quem mais precisa. O secretário Rodrigo Neves criou um programa acima das minhas expectativas. Esta iniciativa combina o combate à pobreza com a qualificação e vai preparar estas famílias, não só do ponto de vista de educação, mas também do mercado de trabalho – disse o governador Sérgio Cabral.

Entre as autoridades presentes no local estavam o Governador Sérgio Cabral, o vice- governador, Luiz Fernando Pezão, o secretário de Estado de Assistência Social do Rio de Janeiro, Rodrigo Neves, a prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, o vice-prefeito, Jorge Aranha, o subsecretário estadual da Região Metropolitana, Alexandre Felipe, o secretário de saúde do estado, Sérgio Côrtes e o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Pedro Veiga. Participaram também os deputados estaduais José Luiz Nanci, Paulo Melo e Rafael do Gordo, além dos vereadores da cidade, Jorge Mariola, Marlos Costa, Miguel Moraes, José Antônio e do prefeito de Maricá, Washington Quaquá. O presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado Paulo Melo, citou as dificuldades que sua família passava na infância, quando ele e os 16 irmãos eram muito pobres e passavam por grandes dificuldades financeiras.

-O que esse programa faz, é devolver a dignidade a família, respeitando as dificuldades e a adversidade. Hoje sei a diferença da vida, conheço dois lados e temos que trabalhar para que todos tenham o direito de botar comida na mesa em suas casas, porque R$30 pode fazer a diferença na vida de uma família- disse Paulo melo.

São Gonçalo é a terceira cidade onde o programa foi lançado. A cidade faz parte dos três municípios piloto onde o plano está sendo implementado neste ano de 2011 junto com Japeri, que apresenta o menos índice de desenvolvimento humano do Estado e Belford Roxo. A estimativa do Governo é que até 2014 cerca de 340 mil famílias (cerca de 1 milhão de pessoas) que vivem na extrema pobreza sejam beneficiadas com o programa que dará um auxílio que varia de R$ 30 a R$ 300, de acordo com a condição de vida de cada família. Para o vice-governador Luiz Fernando Pezão, o programa melhora também na educação dá família, já que uma vertente do programa, o Renda Melhor Jovem, vai premiar alunos do ensino médio dentro da linha de extrema pobreza com prêmios gradativos de R$ 700 até R$ 1.500 em que o aluno poderá sacar todo o dinheiro, com um cartão próprio do programa, no fim do ano letivo.

-Estamos concluindo hoje o projeto piloto, determinado pelo governador. Começamos por Japeri, onde temos o maior percentual de famílias na linha da pobreza extrema do estado do Rio, depois em Belford Roxo, agora em São Gonçalo, concluímos a primeira etapa do programa. O Renda Melhor vai proporcionar o desenvolvimento que queremos através da inclusão produtiva das famílias e vai promover a educação, pois só através dela é que podemos mudar a vida das pessoas- disse Rodrigo Neves.

Nos últimos oito anos o Brasil retirou 28 milhões de brasileiros da linha da pobreza e conseguiu fazer com que 20 milhões de brasileiros saíssem da pobreza e acendessem a classe média, ou seja, quase 50 milhões de brasileiros tiveram mobilidade social nos últimos oito anos. Isso se deu por conta de três fatores que combinados explicam a redução da desigualdade e da pobreza nos últimos anos, que é conhecida como a década da redução da desigualdade e da pobreza na história do país. O primeiro fator é o crescimento econômico, que cresceu de 4% a 5% nos últimos quatro anos. Outro aspecto importante diz respeito a recuperação do mercado formal de trabalho do país, especialmente ao poder de compra para as pessoas de menores salários, com a recomposição substantiva do salário mínimo, apesar de estar longe do salário mínimo ideal. O terceiro fator é a definição de uma estratégia de política social como o Bolsa Família, transferindo renda para as famílias mais pobres. Então esses três fatores combinados explicam a diminuição da pobreza no Brasil- explicou o secretário de assistência social.

-Esse complemento do Renda Melhor junto com o Bolsa Família vai ampliar significativamente a ajuda para as famílias de extrema pobreza do nosso município, o que é primordial. E o que acontece com essas pessoas é que elas usam esse dinheiro para fazer compras nos próprios bairros onde elas moram. Isso favorece a economia local e gera emprego. A oportunidade que essas famílias estão tendo é fruto de uma integração entre o governo federal, estadual e municipal. Com essas três esferas além da ajuda empresarial nós conseguimos realizar esse projeto- disse Pedro Veiga, secretário municipal de Desenvolvimento Social.

O Renda Melhor contempla famílias que vivem com até R$100 por cada membro da família mensalmente. O programa também promove oportunidades econômicas e sociais para a inclusão produtiva das famílias com a qualificação profissional dos trabalhadores. Assim, o Governo do Estado alinha-se ao desafio nacional pela superação da pobreza extrema, lançado pelo Governo Federal, com o Plano Brasil Sem Miséria.

-Agradeço ao governador Sérgio Cabral por trazer a Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas (UPA), o Rio Poupa Tempo, o Bilhete Único intermunicipal e o Programa Renda Melhor- exaltou a prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset.

Durante o discurso, o governador revelou que até o fim do ano levará para São Gonçalo o Programa Abrigo para Mulher, destinado a mulheres e seus filhos vítimas de violência doméstica, e o Restaurante Cidadão, que segundo ele servirá café da manhã e almoço e será inaugurada com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

Secretário de Estado de Defesa Civil, conhece terreno onde será construído o novo quartel do Corpo de Bombeiros em SG


Texto e imagem por Marcelle Corrêa

O secretário de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões, se reuniu na manhã de ontem com o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, o deputado estadual Felipe Peixoto, com o presidente da CEASA-RJ, Leonardo Brandão, com o comandante do 20ºGBM (São Gonçalo) tenente-coronel Ricardo Aguiar, e demais autoridades da Corporação, para discutir como será implementado o novo quartel do Corpo de Bombeiros do município São Gonçalo. O local escolhido é um terreno de 10 mil m² que pertence ao Ceasa-RJ, e que será cedido para a construção de uma nova sede da corporação, no bairro do Colubandê.

A área escolhida é estratégica. O terreno é ao lado do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), referência em pronto-atendimento, e possuirá um heliponto em uma zona de convergência entre o hospital e o quartel, que atenderá as necessidades das duas instituições. O novo grupamento também chegará com a utilidade de desafogar a unidade de Niterói, e com a proximidade com a RJ-104, os bombeiros terão fácil acesso aos municípios de Itaboraí, Maricá e Niterói.

-São Gonçalo é um grande município, com uma população acima de um milhão de habitantes, é uma estratégia do governo do Estado de aumentar a operacionalidade do Corpo de Bombeiros e essa é uma ótima oportunidade. O trabalho do secretário Felipe Peixoto que está facilitando todo esse entendimento, todas as interfaces. Essa é uma ótima oportunidade para o governo do Estado, para o Corpo de Bombeiros e especialmente para a população da cidade, que terá um atendimento de mais qualidade, que é um tempo resposta cada vez menor e portanto aumentando a possibilidade de êxito seja qual for o evento- disse o secretário de Estado de Defesa Civil

A nova unidade também apresenta ótimas condições para entrada e saída dos veículos da corporação, e terá capacidade de receber veículos maiores, como o ART, que tem capacidade para armazenar 20 mil litros de água. Nenhuma das unidades próximas da corporação, como Itaboraí, Niterói (Charitas e Centro) e São Gonçalo, possui esse veículo por não ter uma área de manobra, ou entrada pequena. O projeto do novo quartel será parqueado e terá um espaço de garagem que permita receber um veículo com essas características.

-Tendo em vista o crescimento que nós temos em toda essa região por conta do Comperj e aumento populacional, a gente vai ter nesse momento uma unidade reforçando as atuais que terá equipamentos de apoio a todas as outras unidades. Então esse novo quartel vai desafogar o de Niterói, porque hoje os Bombeiros de lá que recebem os acidentes da RJ-104 e RJ-106, eles acabam tendo que avançar em direção a essas rodovias, deixando os atendimentos de lá desguarnecidos, então nós teremos essa ampliação de atuação. Uma cidade com um milhão de habitantes como São Gonçalo hoje tem somente uma única unidade, muito acanhada, então nós conseguiremos melhorar muito os atendimentos da região com essa unidade- explicou o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional.

O atual quartel do Corpo de Bombeiros de São Gonçalo, no bairro de São Miguel, já está saturado. Seu espaço é limitado, não tem como ser expandido. A saída dos caminhões dos Bombeiros do local é complicada devido a sua localização. A unidade foi construída neste local a cerca de 20 anos atrás, como um ponto estratégico já que é próximo da BR-101, porém após sua privatização, o foco do Corpo de Bombeiros mudou e já não se faz necessário que sua unidade principal seja no local. Portanto, ele não será desativado, por causa de sua proximidade com o centro da cidade, será mantido ali um grupamento menor, no quartel que hoje possui um efetivo de cerca de 80 Bombeiros.

O número do efetivo que será destinado ao novo quartel, será escolhido na medida em que o projeto for elaborado, pois dependerá do tamanho da unidade. Para o presidente da CEASA-RJ, Leonardo Brandão, a empresa que é de economia mista, em que o Estado é o acionista majoritário, com 99% das ações, a chegada de uma nova unidade do Corpo de Bombeiros para as adjacências, é de grande interesse.

-A chegada dessa unidade próxima ao local dá mais segurança para a unidade, caso aconteça algum sinistro, porém, mais importante que isso, é pensar o que um novo quartel aqui no bairro representa para a localidade. Com a chegada também do Tribunal de Justiça para o bairro, trás um desenvolvimento dessa região como um todo, aquela área é muito abandonada, então trazendo equipamentos públicos, você cria um desenvolvimento social, econômico, atrai empresas e uma série de ações. Mas do que tudo é a nossa responsabilidade, enquanto uma empresa que pertence ao Estado, não só disponibilizando uma área para os Bombeiros, mas também fomentando o desenvolvimento de uma região que estamos inseridos. Esse é o papel da CEASA, ser um pólo de desenvolvimento regional, não pensando somente no município e sim com um socorro mais completo também para os municípios vizinhos.

O projeto de construção ainda está no começo, porém a documentação do local será enviada ainda esta semana para a secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional. A área já está cedida, e nesse tempo de análise da documentação será feito o projeto e o orçamento da obra.

-Agora vem esse trabalho de elaborar o projeto, custos, ver a questão dos efetivos que serão mobilizados, para que em um curto espaço de tempo nós possamos efetivar a implantação dessa nova unidade- disse o coronel Sérgio Simões.

O secretário de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões, disse ainda que o governador Sérgio Cabral já autorizou que fosse realizado um concurso público para a contratação de 300 motoristas para a Corporação.

-Apesar de termos o maior efetivo do Brasil, com 16.000 bombeiros, na verdade o número de funcionários nas ruas não é tão grande. Temos cerca de 3.000 trabalhando na área da saúde, 1.000 para serem reformados, fora os que estão encostados por motivo de doença. Só nas Upas eu tenho 1.200 bombeiros, então esse efetivo não retrata a realidade. Já fui autorizado a fazer um concurso para motoristas, porque o governo do estado comprou novas viaturas e eu não tenho motoristas suficientes para todas elas- secretário de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões.

Pedra de 30 toneladas ameaça rolar de morro no Engenho Pequeno

Texto e imagem por Marcelle Corrêa

Uma ameaça gigante está assustando os moradores da Rua Coronel Azevedo, no bairro Engenho Pequeno, em São Gonçalo. Uma pedra de cerca de 30 toneladas pode estar prestes a rolar do morro e atingir algumas casas. Cerca de 15 residências ficam na direção da pedra que está se rachando de ponta a ponta com uma abertura de cerca de 5 centímetros. Se rolar, algumas dessas casas podem ser atingidas, podendo causar uma grande tragédia no local.

-É bem perigoso, dá muito medo de ver essa pedra rachada aqui tão perto. Só de lembrar do dia em que a outra pedra rolou aqui na rua, já fico apavorada- disse a moradora Andréia Gomes, 35 anos.

O medo dos moradores da rua é antigo. Nas chuvas de abril de 2010, uma outra pedra, de 400 toneladas rolou do mesmo morro, chegando a atingir uma casa. Por diversas vezes a Defesa Civil foi acionada para avaliar esta segunda pedra que está rachada no alto do morro, porém nenhuma equipe foi deslocada ao local.

Segundo o conselheiro do Crea-RJ(Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro)e engenheiro civil especialista em estruturas, Antonio Eulalio, em uma análise feita através de fotografias, ele constatou que existe realmente o risco da pedra rolar, já que ela pode estar com um descalço do solo.

-Pode ser que ela esteja realmente instável, sempre existe a possibilidade dela poder estar solta, mas também pode estar presa em uma cava que pode a estar segurando. A época das chuvas está chegando em outubro e se houver alguma chuva forte qualquer descalçamento pode fazer com que ela role, então é mais prudente que a defesa civil faça uma inspeção no local e essa avaliação deve ser feita rapidamente. É preciso que eles façam esse parecer técnico para avaliar o risco de proposição da solução antes que algo pior aconteça- explica o especialista.

O engenheiro disse que várias são as soluções para a retirada da pedra do local, entre elas a implosão, porém deve haver um estudo da Defesa Civil para avaliar as condições de como pode ser realizada a retirada da pedra do local. De acordo com Antônio Eulalio, deve ser criada um órgão municipal de Geotécnica, como o GEO-Rio, já existente no município do Rio de Janeiro, onde problemas geológicos e geotécnicos do município sejam constatados e avaliados durante todo o ano, como áreas de riscos não somente após alguma tragédia.

-Sou a favor da criação desse órgão, que faria uma avaliação das encostas e em zonas de risco. Isso evitaria as tragédias como as que aconteceram em Angra e em Friburgo- disse o conselheiro do CREA.

O especialista levantou um alerta sobre o problema do morro em questão. Ele disse como já houve um caso de deslizamento no local, as pedras podem estar se soltando por causa do inteperismo, que são as transformações químicas dos minerais que compõem a rocha, que tem como principal agente a água ou alterações físicas que envolvem processos que conduzem à desagregação da rocha, onde um dos principais agente são as variações de temperatura.

-O inteperismo atua em cima da rocha matriz, que se transforma em solo a partir dos fatores como sol, chuva, tempo quente e frio. A tendência é que daqui a alguns milhares de anos tudo se planifique. As montanhas vão descendo e a rocha se transformará em solo.

O engenheiro civil ainda deu uma dica sobre como a população pode analisar as condições de morros próximo a suas residências. A inclinação de árvores nesses morros é o primeiro sinal de que a rocha está se movendo. Segundo ele as rochas se deslocam alguns centímetros por ano.

A Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro foi procurada para avaliar as condições da pedra, porém informou que o caso deveria ser resolvido com a prefeitura. A Prefeitura de São Gonçalo informou que a retirada da pedra é de responsabilidade da Secretaria de Obras do Estado, porém disse que a secretaria de Infraestrutura e Urbanismo mandará uma equipe para verificar o problema.